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  • jornalpoiesis

Pix: Não confie!

Atualizado: 13 de jun. de 2021




Matheus Fernando


Esse final de semana me foi interessante, pois angariei muitos aprendizados e o quanto é preciso estar atento para algumas situações. Na sexta à noite recebi um querido casal de amigos aqui em casa. E tenho quase certeza que vocês os conhecem. Bem, provavelmente vocês conhecem mais a Flávia - também escritora do Jornal Poiésis, coluna “Palavra - verso e reverso” - do que o Alexandre, seu digníssimo.

E como eu sei que a crônica dela dessa semana se trata de uma falácia ao meu respeito, me sinto no direito de contar os fatos verdadeiros sobre o evento em questão! Prestem atenção na dinâmica, no entrosamento do casal.


- E aí, como vai a família, a faculdade, as ‘namoradinha’, etc … Perguntaram eles.


Eu sem muita malícia, sorria, contava causos e desventuras em série. Até que a fome bateu juntamente com a proposta “vamos pedir uma pizza? Estou com fome!” até que outro sugeriu: “Se vamos pedir uma pizza, temos que pedir um vinho!”… ok…Pedido feito pelo ifood, espera ao som de boa música e boas histórias para rememorar. Até que surgiu a primeira proposta:


- Faz o seguinte, você paga direto pelo seu débito que eu faço um pix para você com a nossa parte. - Disse Alexandre com um ar de naturalidade.


- Ok, vou te encaminhar a minha chave pelo whatsapp aí tu transfere. Disse eu inocente.


Primeira tentativa e nada. “O seu banco está dando erro, Matheus!”… Achei estranho, uma vez que isso nunca tinha acontecido. Segunda tentativa com uma chave diferente e nada. “Vish, essa chave também não está funcionando, Matheus!”… Foi quando eu já percebia algo estranho com a intensiva de transferência. Terceira tentativa e nada! “Óh, tem que ligar para o seu banco para resolver isso, hein.” Outras tentativas e nada. Eu já tinha disponibilizado o chaveiro todo e nada de pix.

Foi quando eu percebi segundas intenções com essa história de Pix. Muita risadaria no ambiente e eu já com uma sensação de estar sendo lesado com o pagamento da pizza-vinho. Foi quando uma luz me veio e eu inverti os papéis!


- Faz o seguinte, paga você e eu faço um pix-transfiro a minha parte para a sua conta. Disse eu, convicto de minhas suspeitas.


Dito e feito. Pagamento da pizza-vinho realizado por parte deles, Pix transferido da minha parte, pizza quentinha e vinho à espreita embelezando algumas taças. Moral da história: NÃO CONFIEM NESSA HISTÓRIA DE PIX. Pode ser que ele não funcione na hora H.

Estou aqui, difamando ou denegrindo a honra e imagem do meu querido casal de amigos? Jamais. Esse não é o meu papel aqui. Só estou te sugerindo algumas vias de segurança. Pois, pode ser que o Pix não funcione. Nunca se sabe …


Matheus Fernando é aluno de graduação em Psicologia na Universidade Federal Fluminense. É escritor que transita entre gêneros literários como poesia, crônica, conto, peça, ensaio e artigo.


matheusfernando.contato@gmail.com


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